
"Foi lhe dado um certo grau exaltado, pelo qual o homem se torna o mestre do conhecimento e da inteligência, e não mais o seu escravo"
Aleister Crowley - Liber Vel Causae
O que você verá a seguir é um tutorial prático pra que se proteja do excesso de informações do mundo pós-moderno, usando-o a seu favor e em favor de uma boa produção artística, seja no campo das artes visuais, da música, das letras, da oralidade etc. É simples e prático, portanto bom proveito!
1)Abra uma pasta em seu computador e coloque o nome SUBLIME (assim mesmo, em letras grandes). Deixe-a em destaque.
2)Dentro da pasta, abra uma subpasta chamada Música Sublime. Dê uma bela olhada em todos os seus discos, seja em mp3, cd ou o que for, selecionando todas as músicas que lhe inspirem idéias e sentimentos grandiosos.
Lembre-se, isso não é uma playlist qualquer, mas um aparato de inspiração, trate-o como tal. Além disso, essa pasta não ficará pronta da noite para o dia, mas construida aos poucos, embora possa ir sendo usada desde já, sendo atualizada de tempos em tempos.
3)A pasta Música Sublime deverá ser guardada também no I-pod e (ou) num cd ou dvd, além do computador, de modo a ficar sempre de fácil acesso.
4)Faça o mesmo com relação a filmes, livros e mesmo artes plásticas, abrindo pastas como: Textos sublimes, Filmes sublimes, Fotos sublimes etc, de modo que possa consulta-los sempre que for necessário. Mantenha as atualizações do mesmo modo que na pasta musical.
5)A pasta matriz (a do computador) poderá ser usada sempre que se precisar de inspiração de longo prazo, coisa que bons textos e filmes podem fazer. E com "bons" não estou necessáriamente dizendo "erudito". O que importa é a inspiração que aquilo te gere, portanto deve-se ser fiel a si mesmo na hora da escolha, mais do que a um determinado padrão estético ou tema.
6)Já a subpasta "Música Sublime" deverá estar sempre á mão, não apenas pra quando se precisa de inspiração a longo prazo mas principalmente pra quando se precisa pra AGORA. Escute a música e seu foco se reestabelecerá, mesmo que esteja afogado no mar da informação. Com o foco estabelecido, sente-se e faça o que precisa fazer: escreva, desenhe, faça música, amor, o que quiser...
Mas não guarde a inspiração gerada só para si, divida-a com o mundo pra que ela se dissemine, como um tipo de vírus inspirador...
7)Ah, e não se esqueça:
a)Mantenha a pasta sempre atualizada e de fácil acesso.
b)Faça Backup mensalmente para garantir que seu artefato inspirador não se perca por aí.
c)Repito: Inspiração não é pra se guardar, mas pra compartilhar... Mãos a obra!!!



Além de Compositor e também fabricante e tocador de Rabeca (espécie de Violino Caipira), Viola, Violão e Cavaquinho, Zé Coco foi também marceneiro, carpinteiro, ferreiro, sapateiro e fazedor de cancelas, carro de boi, roda de rolar mandioca, etc.
Zé Coco viveu até seus 68 anos como luthier, praticamente no anonimato, construindo e consertando instrumentos musicais e também animando bailes na região. Também compunha, mas muitas das suas composições acabaram se perdendo por falta de registro.
Zé Coco do Riachão foi descoberto quando já tinha quase 70 anos de idade, por Téo Azevedo, repentista e pesquisador de Cultura Popular e que foi também quem lhe deu o apelido "Riachão"! E Zé Coco gravou três discos: "Brasil Puro" (Rodeio/WEA em 1980), "Zé Côco do Riachão" (Rodeio/WEA em 1981), e "Vôo das Garças" (Rima em 1987), por sinal, o que Zé Coco mais gostou por ter saído "...do jeitinho que eu queria e não tem gravadora no meio..." E até o momento, somente o "Vôo das Garças" é que foi remasterizado em CD (pela Lapa Cia de Ação Cultural em 1997) e com acréscimo de três músicas inéditas até então: "Moda Prá João de Irene", "Amanhecendo" e "Minha Viola e Eu". Zé Coco, no entanto, deixou muitas musicas que se perderam sem gravação...
Em 1997, ano anterior ao seu falecimento aos 86 anos, vítima de um derrame, Zé Coco do Riachão participou de um excelente show no Sesc-Pompéia em São Paulo, ocasião na qual a gravadora 


